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Panfleto Fundição Indigena
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Panfleto Fundição Indigena
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FUNDIÇÃO INDIGENA - SUCESSORA DA FUNDAÇÃO IMPERIAL - A MAIS ANTIGA DO BRASIL FUNDADA EM 1828 POR MIGUEL COUTO DOS SANTOS MESTRE FERREIRO E SERRALHEIRO DA CASA IMPERIAL E MESTRE DA CASA REAL PORTUGUESA. EXEMPLAR AMOSTRAL ÚNICO, UM MEMORIAL DAS PREMIAÇÕES E CONDECORAÇÕES DESSE PRECURSOR DA FUNDIÇÃO ARTÍSTICA E CIVIL DO BRASILCOM ENCOMENDAS NO REINADO DE DOM PEDRO I, DOM PEDRO II E NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DA REPÚBLICA. QUADRO DE MEDALHAS E PREMIAÇÕES DA FUNDIÇÃO IMPERIAL, TRANSFORMADA EM FUNDIÇÃO INDÍGENA COM A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA. CONSTRÚIDO PARA O STAND DE PARTICIPAÇÃO DA FUNDIÇÃO NA EXPOSIÇÃO DO RIO DE JANEIRO DE 1908 COMEMORATIVA AO CENTENÁRIO DA ABERTURA DOS PORTOS DO BRASIL AS NAÇÕES AMIGAS POR DOM JOÃO VI EM 1808 . TODAS AS MEDALHAS SÃO EM PRATA DE LEI , ALGUMAS COM VERMEIL E OUTRAS COM ESMALTE PRODUZIDAS PELA FUNDIÇÃO: IMPERIAL ORDEM DA ROSA, IMPERIAL ORDEM DE CRISTO, ORDEM DE NOSSA SENHORA DE VILLA VIÇOSA PADROEIRA DO REINO (ESSA PELA CASA REAL PORTUGUESA) ORDEM MILITAR DE SÃO TIAGO DA ESPADA (TAMBÉM OFERTADA PELA COROA PORTUGUESA) REAL ORDEM DO MÉRITO INDUSTRIAL (TAMBÉM PELO REINO DE PORTUGAL). ALÉM DISSOOS PRÊMIOS E MEDALHAS RECEBIDOS EM EXPOSIÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS DO PERIODO IMPERIAL COM A EFÉGIE DE DOM PEDRO II REALIZADAS EM 1860, 1861, 1862, 1863, 1866 E 1873 (TODAS EM PRATA DE LEI E VERMEIL) SENDO EXPOSTAS AS MEDALHAS COM FRENTE DO LADO DIREITO DO QUATRO E VERSO DO LADO ESQUERDO DO QUATRO, EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DO RIO DE JANEIRO DE 1900 (TRES EM PRATA E VERMEIL). GRANDES MEDALHAS RECEBIDAS PELA FUNDIÇÃO NA EXPOSIÇÃO MUNDIAL DE PARIS DE 1889 (QUANDO FOI CONSTRUIDA A TORRE EIFFEL), TAMBÉM DA EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE LONDRES DE 1862, EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DA PHILADELFIA DE 1876, COM A PRESENÇA DO IMPERADOR DOM PEDRO II. HÁ DOIS BRASÕES EM FINO BRONZE ORMOLU INDICANDO SEREM FORNECEDORES OFICIAIS DO REI DE PORTUGAL E DO GOVERNO DO BRASIL. O QUADRO EMOLDURADO EM MADEIRA TEM AS SEGUINTES INSCRIÇÕES: ANTIGA IMPERIAL FUNDIÇÃO FUNDADA EM 1828 POR MIGUEL COUTO DOS SANTOS HOJE FUNDIÇÃO INDÍGENA DE CARVALHO, PAES 150 RUA CAMERINO RIO DE JANEIRO DECRETOS:8 DE MAIO DE 1862 PARA USAR AS ARMAS IMPERIAIS. 5 DE JULHO DE 1862 MESTRE FERREIRO E SERRALHEIRO DA CASA IMPERIAL. 10 DE JULHO DE 1882 PARA USAR O TITULO DE IMPERIAL FUNDIÇÃO. DIPLOMA DE HONRA EXPOSIÇÃO NACIONAL DE 1800, DIPLOMA DE PROGRASSO EXPOSIÇÃO SCIENTIFICA DE 1884, DIPLOMA DE PROGRESSO EXPOSIÇÃO NACIONAL DE 1889, MENÇÃO HONROSA EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE LONDRES 1862, MENÇÃO HONROSA EXPOSIÇÃO DE PARIS 1889 SÃO 32 MEDALHAS NO TOTAL. UM IMPORTANTE REGISTRO DA MEDALHÍSTICA NACIONAL DESDE DOM PEDRO I ATÉ A REPÚBLICA. BRASIL, 1908. 107 X 90 CMNOTA: A fundição artística no Rio de Janeiro do Segundo Reinado foi tradicionalmente entendida como um campo quase inexistente, um período improdutivo entre a obra de Valentim da Fonseca e Silva, o mestre Valentim, que fundiria algumas peças em bronze e diferentes ligas metálicas no nal do século e começo do século, o auge da fundição durante a República e especialmente o surgimento das grandes fundições no começo do século,como a Fundição Indígena, a Fundição Cavina e a Fundição Zani,responsáveis pela fundição de grandes conjuntos monumentais. O fundidor mais relevante do período por sua produção artística seria,sem dúvida, o português Miguel Couto dos Santos, quem apresentou na Exposição Nacional de vários ornatos de ferro fundido, oito painéis e um quadro representando o Brasil, pelos quais recebeu uma medalha de prata. Miguel Couto dos Santos anunciou-se, desde 1848, como ferreiro e serralheiro, sendo entre 1865 e 1874 mestre ferreiro e serralheiro da Casa Imperial e, segundo seus anúncios no Almanak Comercial , proprietário da Imperial Fundição de ferro e bronze), entre 1871 E 1875 E EM 1876 E 1877. já como Couto dos Santos & Castro. No entanto, o título de Imperial Fábrica de Fundição de ferro (imagem aparece nosseus anúncios desde 1863 sendo reconhecido em várias ocasiões pela imprensa com este título. Após a liquidação da rma comercial, será sucedido por Costa Ferreira & Dias com o mesmo tipo de produção diversicada, contemplando o que se considerava ornamental, mas focado maioritariamente na maquinaria e fundição industrial. Assim, Costa Ferreira & Dias, com sede na rua da Imperatriz, 118, 120 E 122, oferece em 1879: Grande sortimento de ornatos de ferro fundido, batido e bronze, para construcções, como sejão: Grades para sacadas, janellas, terraços, cancellas;Chafarizes para praças publicas e particulares; Columnas de ferro fundido e batido, de todos os tamanhos, lizas ou ornadas; Escadas de ferro fundido, espiraes ou de qualquer feitio. O fundidor, natural da cidade do Porto, Portugal, estabeleceu-se na rua da Imperatriz, sendo destacado pela imprensa como um dos maiores representantes da indústria nacional, produzindo máquinas de boa qualidade e contando com mão de obra brasileira e portuguesa. Foi visitado em 1862 E 1869 tanto pelo imperador D. Pedro II que, de acordo com O Português , tinha especial predileção pela fundição, assim como pelo Conde d´Eu, quem, em 1867, conheceu as ocinas e assistiu por duas horas à fundição de várias peças em ferroComo assinalava O Português, em 1865 Couto não só se distinguia como artista, mas também tinha uma forte presença em associações benecentes e civis, sendo conselheiro em 1869 e 1871 da Sociedade Propagadora das Belas Artes, comissário na Sociedade Reunião de Expositores, conselheiro de inspeção de aulas no Liceu Literário Português, membro da Sociedade Portuguesa de Benecência, conselheiro da Associação de socorros mútuos das classes laboriosas, diretor da sociedade Madrepora, membro da Caixa de Socorros de Pedro V e denidor e ministro da Confraria dos Martyres S.Gonçalo Garcia e S. Jorge. Foi membro da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, na qual fez parte de comissões para a seção de máquinas e aparelhos, e para a qual propôs como sócios a Evaristo Xavier da Veiga, Job Justino de Alcântara e José da Silva Santos, em 1862. Na sua trajetória, foi premiado em várias ocasiões. Recebeu a medalha de prata na Exposição Geral de 1860, a medalha de prata na Exposição Nacional de 1861, a medalha de ouro na Exposição Geral de 1862, uma menção honrosa na Exposição de Londres de 1862, a medalha de ouro na Exposição Geral de 1866, a medalha de ouro na Exposição Nacional de 1867, o título de cavaleiro da Ordem da Rosa por decreto de 29 de julho de 1864, o hábito da mesma em 1870 e o hábito de Santiago de Portugal em 1876. A primeira grande obra de fundição artística encontrada é a porta em ferro fundido do Jardim Botânico, realizada em 1860 segundo os desenhos do diretor do Museu, Custódio Alves Servão. A fundição degrades artísticas será um dos principais labores do fundidor, que realizou a grade da Casa da Moeda, aprovada em 1866 por 10 contos de réis, a grade e as portas do palácio do barão de Nova Friburgo, e a porta principal do Conservatório de Música, hoje Centro Hélio Oiticica, em 1871. e ofereceu, como diretor da Sociedade Madrepora,uma grade para a sepultura de João Caetano dos Santos, feita de ferro fundido, no cemitério de São Francisco de Paula,com: quatro fachos voltados symbolisando a extincção da luz da vida; nos extre-mos e nos planos lateraes cercam-a dezoito coróas de louro fechadas por uma saudade, recordando os fastos do artista e a dôr que deixou seu prematuro passamento. Sobre estes emblemas correm entrelaçadas folhas de cypresese papoulas, rematando cada oreio em uma dormideira, expressão do eterno somno. A pintura da grade imita o bronze, sendo dourados alguns ornatos. Para o cemitério de São Francisco de Paula, realizou a grade da porta lateral, hoje perdida, usada no Brasil Artístico como símbolo das possibilidades da arte nacional, o que ocorrerá frequentemente na crítica sobreo fundidor, como um projeto destinado a chamar a atenção do público e como estímulo para realizar, na frente do cemitério, uma obra monumental e grandiosa, ao mesmo tempo em que para provar que no paiz havia recursos proprios, sem ser necessario mendigar no estrangeiro. Job Justino de Alcântara, professor aposentado da Academia, realizou o desenho executado em granito nacional da pedreira de São Lourenço,lavrado pelo português José dos Santos Vilak, que constava de quatro pilastras de ordem toscana rematadas por vasos funerários. O gradil que circunda o monumento a Dom Pedro i seria sua obra mais importante, pela qual obteve medalha de ouro na Exposição Geral de 1866, e que apresenta uma boa qualidade artística,com os dragões dos Bragança sustentando os oito faróis, e o escudo do Império, alternando com as iniciais P. I. no gradil. O próprio artista contribuiria com 2.000.000 réis, uma quantidade muito signicativa para a construção do monumento, que foram amplamente recuperados coma encomenda do gradil, pelo qual recebeu 31.200.000. réis, contando a construção e assentamento de todos os elementos. No que se refere à fundição de esculturas ou relevos, encontramos alguns exemplos na produção de Couto. Na Exposição Nacional, apresentou um quadro alegórico representando o Brasil, que também participou da exposição universal de Londres em 1862. No mesmo ano, concorreu à Exposição Geral com a fundição de um busto em bronze do diretor da Academia, tirado do original em mármore de José da Silva Santos. Em 1865, ofereceu por meio de sua lha um alto relevo da Verônica, fundidapara contribuir com o leilão da Sociedade Portuguesa de Benecência. Já em 1870, ofereceria um busto de Dom Pedro v , fundido na sua ocina. Para a escultura do mesmo rei, inaugurada no Gabinete Português de leitura por iniciativa da Sociedade Portuguesa de Benecência, a Sociedade Madrepora e o Grêmio Literário Português ofereceu a armação do dossel que a cobria. Na Exposição Geral de 1870 apresentaria também uma coroa imperial fundida em ferro de uma só peça. Uma de suas produções mais especiais foi o portão de ferro fundido do Asilo de Dona Maria Pia em Lisboa, que saiu para a cidade portuguesa na galera Aurora em 1869, no qual integrava aferraria e a fundição de um grande relevo escultórico, obra de Francisco Manuel Chaves Pinheiro, representando a Maria Pia de Savoia exercendo a Caridade, com as personicações de Itália e Portugal nas laterais. Miguel Couto dos Santos apresenta-se, assim, como um fundidor muito ativo, especialmente na década de1860, e é considerado, diferentemente de outros fundidores do período, como um artista que, ainda que não se dedicasse especicamente à fundição artística, realizou grandes obras de ferraria e alguns bustos e relevos tanto em ferro quanto em bronze. Ainda que até o momento não possamos identicar obras de sua autoria, pois nas fundições escultóricas usa modelos de escultores como José da Silva Santos e Francisco Manuel Chaves Pinheiro, Couto transita no âmbito artístico concorrendo às Exposições Nacionais e Gerais, alcançando os maiores reconhecimentos
Número de Inventário
CJF.0212
Tipo de Suporte
Papel
periodicidade
-
local/editor
Rio de Janeiro
idioma
Português
Marcas e Inscrições
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Estado de Conservação
Regular
Aquisição
Acervo Próprio